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05 August 2010 @ 10:50 am
FANFIC- Bluff [Capítulos 9-10]  
Titulo: Bluff
Autor: inescunha
Personagens: House, Cameron, Wilson, Cuddy, Foreman, Chase, 13
Classificação
: K+
Capitulos: 32
Sinopse: House e a equipa tratam uma jovem patinadora, que após um colapso, na pista de gelo, parece ter perdido todas as suas memórias. Enquanto isso, House descobre um segredo de Wilson que o deixa inquieto e Cameron recebe uma proposta que pode mudar a sua vida para sempre.
Aviso: House m.d. e a personagens citadas pertencem a David Shore e a Fox


 

Capítulo 9

Cameron – Aqui não há nada.
Cameron e Foreman encontravam-se na casa dos Winners.
Foreman – Estavas à espera de encontrar medicamentos obscuros numa prateleira da cozinha?
Cameron - Medicamentos para dormir e tranquilizantes não são medicamentos obscuros…Porque é que ainda estamos com este caso? Não é preciso uma equipa de diagnósticos especializados para descobrir o que causou uma convulsão.
Foreman – É, se os outros médicos já tiverem excluído praticamente tudo, como aconteceu. E além disso, o House não nos deixava abandonar o caso…não me parece que ele ache muita piada a fazer 6 horas de clínica a mais. Acho que podemos excluir a intoxicação por monóxido de carbono, parece-me pouco provável…
Cameron dirigiu-se ao andar superior.
Cameron – Acho que encontrei o quarto dela…
Foreman chegou pouco depois.
Foreman – É este sem dúvida…
O quarto era amplo e bem iluminado. Uma das paredes estava coberta por um armário de madeira escura, com várias divisões, que tocava praticamente no tecto. Dentro delas encontravam-se livros sobre os mais variados assuntos…
Foreman deteve-se a olhar para uma das prateleiras. “Princípios da Neurociencia”, “Adams & Victor's Manual of Neurology”, “Atlas e Texto de Neuroanatomia”, “Atlas Mosby em Cores e Texto de Neurologia”, “Bases Neurologicas Dos Comportamentos” e “Basic Concepts Neuroscience” eram alguns dos títulos.
Foreman – Ela tem uma colecção de livros sobre Neurologia melhor que a minha…
Cameron – Não é só de neurologia, ela tem livros sobre todas as especialidades médicas. Achas que ela já leu isto tudo?
Foreman – Não me admirava que a mãe a tivesse obrigado…Ela vai obriga-la entrar em medicina a bem ou a mal…
Não havia somente livros de medicina…havia um pouco sobre tudo. Uma espécie de biblioteca condensada num armário.
Foreman – (lendo um titulo) “Patinagem – Como atingir a perfeição”…Ela deve dar em louca.
Depois olharam para o resto do quarto. Não havia posters ou quadros juvenis. Nas paredes haviam sido pendurados mapas celestiais, um atlas, uma linhagem da evolução das espécies, uma imagem de um esqueleto com a respectiva legenda e uma ou outra gravura, idênticas as que ilustram os laboratórios de biologia. Havia, ainda fotografias espalhadas de Lucy em competições. Por cima da cama estava colocada uma fotografia ampliada. Nela via-se Lucy talvez com menos 2 ou 3 anos, em cima de um pódio, exibindo uma medalha de ouro, mas não um sorriso. No canto inferior esquerdo estava escrito: “ Dá sempre o teu melhor. Mas lembra-te: ganhar é ficar em 1º! Orgulha sempre o teu treinador, se não teu pai não lhe paga ! LOL! Beijos John W.”
Em frente à cama, havia uma escrivaninha. Em cima, estavam colocados dois troféus, um dourado e outro prateado mais pequeno. Junto deles havia uma medalha de prata datada de 2003. “A primeira” pensou Foreman. Na parede sobre ela estavam colocados inúmeros certificados de mérito e diplomas de várias escolas e concursos científicos.
Cameron observou Foreman imóvel a olhar.
Cameron – Está tudo bem?
Foreman – É assustador…faz lembrar as paredes do meu quarto, quando tinha a idade dela…
Cameron – Também eram cor-de-rosa?
Foreman – Refiro-me aos certificados de mérito…
Cameron saiu de junto dele e observava, agora, uma porta.
Cameron – Deve dar para a casa de banho, se ela guardou algum medicamento deve estar aqui.
Cameron abriu-a. Ficou boquiaberta durante algum tempo.
Cameron – O meu Deus!
Foreman juntou-se a ela.
Foreman – É uma espécie …de sala de troféus.
A sala não seria muito menor que o quarto. Nela haviam armários, prateleiras de madeira e de vidro, todas elas repletas de medalhas, pequenas estatuetas de ouro, troféus, uma estátua de prata em forma de patim, etc. No total deviam ser mais de cem objectos.
Foreman – Pressão (murmurou). Agora percebo o que ela queria dizer…Tudo isto é …(fez uma pausa) Bem, ainda não encontramos nada de relevante em termos médicos…Se tivesse de esconder um fármaco num quarto onde é que o porias?
Regressaram ao quarto.
Cameron – Não sei. Debaixo da cama e nas gavetas não há nada…Mas sei onde o House o poria…(Sorriu e retirou um livro do armário com o titulo “Enciclopédia Médica - Tudo sobre Lúpus“).
Abriu-o divertida. Depois o sorriso desvaneceu.
Cameron – O meu Deus! Está mesmo um frasco aqui dentro…
Foreman aproximou-se dela.
E os dois ficaram a olhar incrédulos nos minutos seguintes…

Capítulo 10

Mãe do paciente – O meu filho tem a língua inchada…
House acabara de entrar na sala de exames 1. A sua frente depara-se com uma mulher com cerca de 32 anos, magra, de cabelo castanho, comprido e apanhado e olhos de um castanho ligeiramente mais claro. Ao seu colo estava sentado um menino de 4 ou 5 anos, com sardas e um olhar trocista.
House – Ok …
Mãe do paciente – …inchada e azul! ( a frase foi proferida de modo a causar um grande impacto).
House – E a senhora ou vê mais ficheiros secretos de que é aconselhado ou é daltónica ou o seu filho de aparência saudável tem falta de oxigénio. O que é estranho porque ele parece estar a respirar.  
Mãe do paciente – Abre a boca, Alex. Mostra a língua ao doutor!
O menino abriu a boca, esticando a língua o mais que podia. De facto, tal como a mãe dissera estava ligeiramente inchada e de um tom azulado.
Nesse momento, Cuddy bateu à porta e abriu-a antes que dessem uma resposta afirmativa para entrar. Deteve-se a olhar momentaneamente para a criança a produzir um som estranho, tal era a força com deitava a língua azulada para fora. Depois, olhou para House.
Cuddy – Preciso de falar contigo! Já!
Mas a cara da administradora não era de urgência, mas sim de raiva. Raiva pura estampada no rosto.
House – Tu precisas sempre de falar comigo e eu preciso sempre de te evitar…Vai alguém morrer nos próximos 10 minutos se eu não for falar contigo, agora? E que caso não tenhas reparado, estou a cumprir as minhas funções na clínica…
Cuddy – Vai: Tu! Tens cinco minutos!
Fechou a porta sobre si e saiu.
House – Isto é só fachada, na verdade este hospital não vivia sem mim.
Mãe do paciente – O meu filho, ele ainda tem a língua azul!
House – E a senhora ainda tem o decote demasiado puxado para baixo, para quem já tem uma aliança no dedo…e um filho... com a língua azul.
A mulher fechou o casaco e compôs-se apressadamente.
House – Não se preocupe, ninguém bate a administradora deste Hospital.
A mãe de Alex ignorou o comentário, enquanto observava House a engolir um Vicodin.
Mãe do Paciente – Quando cheguei ao infantário, ele tinha a língua assim! Pensei que podia ser uma alergia alimentar, mas eu sou muito cuidadosa com aquilo que ele come e as educadoras também: nada de fast- food, nada com açúcar,… rebuçados, chupa-chupas ou outros doces, nem pensar, …
House abriu um frasco com chupa-chupas vermelhos que se encontrava sobre um armário da clínica. Retirou um e meteu na boca do menino, que ainda permanecia aberta.
Mãe do paciente – O que é que está a fazer! Eu acabei de dizer, que eu o proíbo de comer chupa-chupas e porcarias com açúcar!
House retirou o doce da boca do menino.
House – O meu Deus! Azul mais vermelho deu roxo! Agora tem um filho com língua roxa! Azul é muito mais vulgar, mas roxo …psiu, pode leva-lo à televisão, é uma raridade! Estudou misturas de cores na escola?
A mãe do paciente olhou incrédula.
Mãe do paciente – Mas…mas ele tinha…
House – Já ouviu falar em corantes. O seu filho comeu um chupa-chupa ou qualquer outro doce na escola…hoje em dia fazem-nos com um soberbo molho de corantes por dentro…e as pessoas divertem-se imenso a ficar propositadamente com a língua de outra cor.
Mãe do paciente – Mas ele também tinha a língua inchada…
House – Isso é porque a mãe o proibiu de comer chupa-chupas! O miúdo não os sabe comer e trincou a língua, ao morder um. É para chupar, não para morder. Daí o nome! Dah!(abriu os olhos excessivamente para o menino) Não te preocupes o Qi baixo é genético.
House voltou a tirar chupa-chupas do frasco.
House – Toma (dando um ao menino) Um para ti e dois para mim. Eu sou maior, o meu corpo precisa de mais corantes do que o teu.
O menino sorriu e levou o chupa-chupa à boca, sobre o olhar de censura da mãe.
House saiu da sala e deparou-se com a Cuddy.
Cuddy – Tu entraste na main-frame do Hospital!
House- Depende, isso é uma pergunta ou uma afirmação? Se for uma pergunta, eu ainda posso negar.
Cuddy – Quem mais.
House – Tu está a fazer bluff, não podes saber quem foi. Está a ver se eu caiu e confesso.
Cuddy – És o único médico sem escrúpulos para o fazer!
House – Não, sou o único médico suficientemente inteligente para saber como se faz!
Cuddy – Mandas-te imprimir uma lista detalhada sobre mais de 40 médicas e enfermeiras!
House – São assim tantas?
Cuddy – Todas com a inicial “C”. Espero que tenha uma justificação para isso, se é que há alguma justificação!
House – Eu ando à procura de namorada, Cuddy. Não é assim que tu fazes? A única diferença entre eu e tu, é que eu não procuro em sites obscuros…”C” pareceu-me uma boa letra para começar. Depois a vidente disse para passar ao “L” e o homem que lança os búzios aconselhou-se o “A”,…
Cuddy – Eu não acredito.
House – Óptimo, também não é verdade! Eu não ando à procura de ninguém. E se precisar pergunto-te o nome dos sites. A aceitação social não faz parte das minhas ambições e prioridades.
Cuddy – Nem a felicidade…
House permaneceu a olhar para ela. A atitude de reflexão foi deixada em prol da irónia.
House - Neste momento, nada me fará mais feliz do que ver-te pelas costas.
                                                                                            Passou por ela e andou com passos largos.
Cuddy – House! (House virou-se) Era só para avisar que mudei a password do computador.
House – Quem disse que eu preciso dela…Posso sempre subornar o técnico…Se eu fosse a si tinha mais cuidado com a escolha dos funcionários! É só uma ideia.
E nesse momento, Cuddy desejou, de facto, ter tido mais cuidado na escolha de um funcionário, há uns anos atrás…o House.


 

 
 
Current Mood: disappointeddisappointed
 
 
 
 A lover of truth, a worshipper of freedom: House cane across shouldershughville on August 6th, 2010 10:47 am (UTC)
Loved the kid with the blue tongue and the freaked out mom. lol!

Poor Lucy. Her parents push her so hard. At least Foreman can relate to her.