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04 August 2010 @ 01:51 pm
FANFIC- Bluff [Capítulos 7-8]  
Titulo: Bluff
Autor: inescunha
Personagens: House, Cameron, Wilson, Cuddy, Foreman, Chase, 13
Classificação
: K+
Capitulos: 32
Sinopse: House e a equipa tratam uma jovem patinadora, que após um colapso, na pista de gelo, parece ter perdido todas as suas memórias. Enquanto isso, House descobre um segredo de Wilson que o deixa inquieto e Cameron recebe uma proposta que pode mudar a sua vida para sempre.
Aviso: House m.d. e a personagens citadas pertencem a David Shore e a Fox


Capítulo 7

Lucy encontrava-se sentada numa cadeira de rodas, empurrada por Foreman. Os dois percorriam os corredores do Princeton-Plainsboro Teaching Hospital.
Lucy – Ontem, fiz os exames ali. Já passamos a sala.
Foreman- Óptima memória a curto prazo…Não vamos para lá.
Lucy – Vou fazer novos exames?
Foreman – Mais ou menos…
Lucy – Para onde vamos?
Foreman – Para um sitio onde passe pouca gente. Pode ser mesmo aqui.
Lucy – Mas então… Porque é que viemos para aqui?
Foreman – Eu queria fazer-te algumas perguntas. Longe dos teus pais…
Lucy pareceu intrigada.
Lucy – Mas já lhe respondi a tudo…
Foreman – Tu não está amnésica, pois não?
A frase foi proferida tão de repente e com tal intensidade, que a rapariga ficou momentaneamente atrapalhada.
Lucy – Eu já lhe disse, eu não me lembro de nada do que se passou antes de aqui chegar…Acha que eu estou a mentir?
Foreman – Disseste que quando acordaste no hospital, foi o momento mais assustador da tua vida. Como podes saber que foi, se não te lembras dos outros momentos da tua vida anteriores a esse.
Lucy – Foi uma forma de dizer…
Foreman – A tua mãe disse que tu tinhas dores de cabeça frequentes antes de este incidente…e tu disseste que raramente tinhas…como podes sabe-lo se não te lembras de nada?
Lucy – Está a fazer bluff. Isso não prova nada…Está a atirar e a ver se pega…Eu já lhe disse…
Foreman – E depois há os exames… repetidos duas vezes e que não encontram nenhum causa para a amnésia…e esses não podem mentir. Então Lucy, tu mentiste acerca da amnésia?
Lucy não respondeu de imediato.
Lucy - Vai contar aos meus pais?
Foreman – Existe uma coisa chamada confidencialidade médico-paciente, que me impede de faze-lo…mas acho que alguém lhes devia contar. Porque é que o fizeste? Isso atrasou o nosso diagnóstico…
Lucy – Não percebe…Eu tinha teste de matemática hoje…o teste mais importante que eu iria fazer este ano…E depois há a competição no fim-de-semana e eu sentia que não estava preparada…Eu sou a melhor da turma desde que me lembro. Eu saio da escola e vou treinar, saio dos treinos e vou estudar. Porque eu tinha…eu tenho de ser a melhor. A minha mãe diz que eu tenho de entrar em medicina, apesar de eu não suportar ver sangue, por isso ela obriga-me e eu obrigo-me a estudar 5 horas por dia…quando não tenho testes…porque quando tenho, eu estudo toda a noite…eu tenho de ser perfeita…eles exigem que eu seja perfeita! O meu pai partiu uma perna quando era jogador de hóquei. A ferida nunca sarou bem e ele nunca mais voltou a poder jogar…por isso eu tornei-me a esperança dele. Tinha 7 anos quando ganhei a 1ª medalha. Ganhei uma medalha de prata …mas ele não ficou satisfeito…porque eu tinha de ser a melhor…eu tenho que ser sempre a melhor! “Não te preocupes Lucy passamos a treinar mais duas horas por dia e para o ano ganhas a de ouro”, foi o que ele disse. Se eu não for a melhor não presto! Se eu não for perfeita, não sirvo…Eu choro por ter notas que os meus colegas fariam tudo para ter…Eu tenho de conseguir o apuramento para os jogos Olímpicos aos 14 anos…eu tenho de ser a melhor do liceu…Não imagina…ninguém consegue imaginar a pressão.
Foreman – Foi por isso que mentiste?
Lucy – Quando aqui cheguei, apercebi-me das possibilidades que a situação poderia ter. Se eu não me lembrasse de nada não poderia fazer o teste,… se eu não me lembrasse da patinagem, da coreografia acabaria o “Lucy, não me podes desiludir! Tem de conseguir o apuramento para os Jogos Olímpicos. Repete tudo de novo! Ainda não foi perfeito!” E acabaria a pressão. Eu poderia ter uma vida normal, pelo menos por algum tempo. Não teria de ser perfeita e estava isenta de culpas. E acabaria a pressão…toda esta pressão doentia…
Fez uma pausa, olhou para Foreman, um olhar de clemência…Foreman percebeu.
Foreman – És uma rapariga inteligente, Lucy. Sabes que a tua mentira poderia comprometer o nosso diagnóstico…
Lucy – Desculpe. Foi uma estupidez.
E entregou-se subitamente ao choro.
Lucy – Desculpe.
Foreman – Não é a mim que tem de pedir desculpas. É a ti própria.
Lucy – Eu nem pensei nas consequências. Eu só queria…
Foreman – Agora está tudo bem. Como costuma uma certa pessoa dizer…

Capítulo 8

…toda a gente mente! – disse House triunfante.
Os Ducklings e House encontravam-se na sala de diagnósticos.
Foreman – Estava errado, House. Ninguém tinha feito asneira.
House – Não, os tipos das urgências. Mas desde quando é que mentir aos pais, não é uma asneira.
Foreman – Os pais põem imensa pressão nos ombros dela…
House – Disse-te ela. Se isso fosse justificação para mentir, as melhores famílias estariam cheias de mentirosos, mas se as melhores famílias estivessem cheias de mentirosos, já não seriam as melhores famílias, e se as melhor famílias, não fossem as melhores famílias,…
Foreman – Ok, já percebemos.
House – Este caso passou de quase desinteressante a absolutamente desinteressante. Só nós resta um sintoma.(riscou a palavra “AMNÉSIA” do quadro, ficando apenas “CONVULSÕES”). Muito bem meninos, vamos brincar ao 1º ano de medicina: O que causa convulsões?
Cameron- Traumas na cabeça, ela pode ter caído numa competição…
Foreman – Não caiu. O pai “matava-a”se falha-se. Meningite, desidratação grave,…
Cameron – Isso já foi testado quando ela aqui chegou ( disse enquanto desfolhava o processo de Lucy)
Foreman – Hipoglicemia…
Cameron – Não, também testaram. O nível de glicose no sangue esta normal. E se fosse epilepsia?
Chase – Foi o que eu pensei. Mas não há nenhum casos de epilepsia na família, logo é muito improvável. E se fosse uma convulsão febril?
Cameron – Ela tem 14, as convulsões febris são muito mais frequentes em crianças dos 6 meses ao 5 anos. E além disso, ela não apresentou febre. Convulsão psicomotora?
House – Brilhante! Isso explicaria a amnésia, que ela não tem. E a Cuddy dizia que os sintomas não estavam relacionados…Ela não é idiota, disse que os sintomas não estavam relacionados, porque desprendeu que não eram convulsões psicomotoras. Houve perda de consciência, logo não foi psicomotora. Que mais causa convulsões? Vão enumerando, mesmo que não se ajuste ao caso dela…
Foreman – Hipoparatiroidismo, valores elevados de açúcar ou de sódio no sangue ou valores reduzidos de açúcar, de cálcio, de magnésio ou de sódio,…
Chase -Insuficiência renal ou hepática, fenilcetonúria, …
Foreman - Tumor cerebral, traumatismo craniano, hemorragia intracraniana,…
Cameron – Eclampsia, encefalopatia hipertensiva, lúpus eritematoso sistémico,…
House – Nunca é lúpus. Álcool em grandes quantidades, anfetaminas, cânfora, cloroquina, sobredose de cocaína, exposição a chumbo, etc, etc, etc.
Foreman – Já não tínhamos excluído drogas.
House – Antes achava que eram drogas. Agora simpatizaste com ela e já achas que não é…
Foreman olhou para House, mas não falou.
Chase - Intoxicação por monóxido de carbono.
House – (virando-se para Foreman) Vai a casa dela verifica isso. Leva a Cameron contigo. Procurem medicamentos e drogas que provoquem convulsões. A menina fica nervosa com testes e competições. Mas a abstinência depois de uma utilização excessiva de medicamentos para dormir e tranquilizantes pode provocar convulsões…
Foreman e Cameron saíram.
Chase – Eu vou para o laboratório…
Chase levantou-se. Preparava-se para sair quando observou House a rodar o quadro branco. Nele estavam escritos vários nomes, todos eles começados por “C”.
Chase – O que é isso?
House – Ainda aí está? A mim parece-me óbvio…eu sou um assassino em série, cujas vítimas são mulheres com a inicial “C”.
Chase contorceu ligeiramente o rosto e engoliu em seco.
House – Estou a gozar! É a lista das possíveis Mrs. Wilson 4ª.
Chase – O Wilson vai casar?
House – Curioso! Sim, mas não sei com quem, só sei que começa por “C”. Estes são todos os nomes de mulheres com “C”, que eu me lembro, que trabalham cá no hospital…
Chase – Como sabe que é alguém do Hospital?
House – Por enquanto vou concentrar-me no Hospital, se as excluir a todas então passo para o resto do Universo, o que deve demorar mais tempo.
Chase voltou a olhar para os nomes da lista.
Chase- Porque é que a Cameron está na lista?
House não respondeu de imediato.
House – Talvez porque Cameron comece por “C”.
Chase – Sim, mas não pode ser ela, pois não?
House desejou ter resposta para aquela pergunta. Chase esperou que House lhe desse a resposta, com os olhos suspensos nele. House, só depois pensou, porque é que havia contado aquela história a Chase? Wilson estava a fazer-lhe falta…precisava de falar com ele sobre aquela história, antes que começa-se a divagar sobre ela com tudo o pessoal do Hospital…
House – Tu é que me podias ajudar. Arranja a lista completa de todas as mulheres com inicial “C” cá do Hospital.
Chase preparava-se para sair.
House – Onde é que tu vais?
Chase – Disse-me para…
House – Temos uma paciente, lembras-te?
Chase – Sim, mas o House disse…
House – Queria ver até que ponto eras graxista…Vai para o laboratório…
Chase – Foi um teste?
House –Sim, mas não foi só o facto de agradar ao teu patrão que te moveu,…foi a dúvida de saber a quem pertence o “C” …Tens medo que seja a Cameron.
Chase – O House não tem?

Tinha…e não era pouco…



 
 
Current Mood: tiredtired
 
 
 
 A lover of truth, a worshipper of freedom: House smutty H/Cam fichughville on August 4th, 2010 07:29 pm (UTC)
Wow, just got caught up. Wilson is looking at engagement rings. Lucy lied about her amnesia. House is thinking Wilson wants to marry Cameron. This is so good!